Mai/09

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OPINIÕES DIVERSAS SOBRE A MÚSICA

Abaixo apresento algumas reflexões sobre a música e sobre alguns de seus desdobramentos, sem a intenção de esgotar a discussão. São apenas colocações para que o debate sobre temas polêmicos não seja silenciado e para que nos inspire a pensar cada vez sobre o quanto deixamos de valorizar a arte musical. Reconheço os riscos de emitir minha opinião sobre estas questões, porém, é a partir desta liberdade, respeituoso é claro, que podemos seguir crescendo.

Sobre o Playback e Covers: minha opiniao
 
Realmente acho que “tocar” em Playback é ridículo, no mínimo mediocre, uma prática que deve ser excluída da vida de um artísta. Fingir que está tocando, sobre uma base ou mesmo sobre a canção artificial é uma fraude, uma ação perversa que frequentemente faz parte dos eventos musicais e programas televisivos. Um insulto a alma criativa do artista.
Por outro lado, tocar “covers”, isto é, músicas compostas e reconhecidamente executadas por outros artísticas, deve ser eencarada de outra forma. Acredito que esta prática deve ser algo pontual, especialmente em shows, e jamais deve ser o objetivo principal de um grupo. Interpretar músicas de outros artístas pode ajudar consideravelmente a jovens músicos a aprender tocar além de ser uma excelente referência para estudar os diferentes estilos musicais. No entanto, formar um grupo, ou dedicar uma vida a concertos (embora seja comum entre os concertistas eruditos), me parece uma atitude semelhante a voltar a escrever livros já escritos. Uma atividade que pouco ajuda a arte na sua concepção criativa.
Não devemos esquecer que os intérpretes originais serão, na maioria dos casos, melhores que aqueles que lehs copiam, pois o que importa mais que tudo é a idéia original não a maneira que foi interpretada. Na minha opinião a única manera de tocar um ou outro cover de manera digna é transformando a versão original mediante uma interpretaçao própria sobre ela, e jamais tentando fazer igual a versão original.

 
Sobre a tecnologia, os direitos autorais, as copias digitais – reflexões sobre o novo modelo de aquisição e intercâmbio musical, de software e informacional
 
Vivemos atualmente uma revolução digital, que naturalmente tem provocado severas mudanças na aquisição e intercâmbio da música (enquanto produto cultural). Esta nova realidade, dinâmica e de avanço tecnolõgico extremamente veloz, vem sendo uma das grandes preocupações de nossa sociedade, especialmente do setor produtivo e industrial (gravadoras, empresários, e até de artístias).
Uma sociedade que se sente honrada de ser chamada de moderna ou pós-moderna, mas que ainda apresenta uma moral e pensamentos típicos da pré-historia, da idade média, do renascentismo, em fim do paleolítico de nossa evolução socio-cultural.
Como se pode ver melhor na parte de “informática”, meu envolvimento com o mundo digital e da informática por sorte começou há muitos anos, quando ainda um computador era uma máquina lenta, pouco útil e que demorava muito para entendê-la.
Apesar da revolução tecnológica onde a informatica e o mundo digital vem tornando-se cada vez mais importantes, não significa que os formatos convencionais (analógicos) ou tudo o que não é digital tenham perdido sua importancia.
Me lembro, com assumido saudosismo, dos tempos que gravava inúmeras fitas cassetes (45, 60 ou 90 minutos) para poder escutar. Me lembro quando sairam os primeiros walkmans (rádios e toca-fitas portáteis), uma loucura, pois podiamos sair na rua escutando nossas músicas prediletas.
Antes disso, eu gastava quase todo meu dinheiro na compra de discos de vinil, que, com o tempo, foram riscando, quebrando ou se perdendo. Até hoje, mantenho algumas dezenas destes discos, os mais importantes, que o tempo e a revolução tecnológica não conseguiram roubar.
Na década seguinte apareceram os cds (compact disc), os DVDs, os mini-discs para gravação e reprodução musical. Apesar de que a cópia dos produtos originais seja anterior a estes recursos digitais, foi neste momento que a pirataria (suposta cópia desaltorizada) foi ampliada.
Devemos lembrar que sempre existiu a pirataria de cassetes e dos discos de vinil, graças, em grande medida, ao alto preço que as grandes empresas colocam em seus produtos.
Este realmente é um assunto complicado, complexo e que eu queria escrever muitas coisas, de momento vou apenas comentar algumas coisas.
Primeiro, os novos recursos tecnológicos e formatos de música (MP3, etc.) realmente são melhores e mais fáceis de serem copiados que seus antecessores.
Temos hoje maior facilidade para armazenar e copia (diretamente ou via internet), e parece que isso gerou uma maior motivação para burlar os sistemas de segurança e ampliar a cópia. Creio que é impossivel reter o processo de abertura dos direitos autorais (não é possível mais seguirmos pensando estes direitos com conceitos do inicio do século XX). Uma situação parecida ocorre com os softwares: porém, neste setor, depois da invensão do software livre e aberto, fica difícil pensar em direito autoral fechado, num formato que restrinja a humanidade a acessar as novas informações e tecnologias.
Acredito que o fundamental é pensar que “a imformaçao é pública, pertence a humanidade e todos devem ter acesso a ela.”
Neste sentido acho ridículo pensar que um autor de uma música perde o direito quando alguém copia, pelo contrário, se alguém copiou é porque gostou de alguma coisa que aquela música (programa ou informação) tem.
Os únicos que temem a pirataria são aqueles que ganharam e ganham milhões através do suor dos autores e do povo que é explorado ao máximo.
Não podemos esquecer: “Se alguém é muito rico é porque outros sao muito pobres.” ou que “O dinheiro não aparece do nada, simplesmente muda de mãos e tende a ir em direção daqueles que tem mais. É como o principio da água do rio, que sempre vai em direçao ao mar.” Muito ainda temos que aprender sobre esta nova realidade, para que possamos pensar com propriedade esta assunto.

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