Marco Bortoleto - MÚSICA - BANDAS

 

 

Um suspiro como músico: meus primeiros passos

Os primeiros grupos e bandas

O maior salto: Djamblê

Playback e Covers: minha opiniao

MP3, direitos autorais, copias digitais, download pela internet: refletindo sobre o novo mundo

Rock alternativo: Bandas de amigos, vale a pena consultar
Curriculum musical
Linkes (Grupos, MP3, Radios, etc.)
Bibliografía sobre música

 

 

 

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Um suspiro como músico: meus primeiros passos

   

Mais ou menos em maio de 1993 começei a tocar graças a um convite de um grande amigo, Marcos Rogerio Vontanetti, mais conhecido por Cotona. Ensaiamos dois meses para um concurso no colegial, tocamos Legiao Urbana, Que pais é esse?, foi incrível, no sentido pessoal, claro que a música debe ter saído horrível.

   

Neste momento tive uma vez mais aquela sensaçao tao comentada pelos artistas: "Uma vez sobre um palco fazendo qualquer coisa, se uma pessoa te aplaude nunca mais vai querer descer do cenário e cada vez mais buscara conquistar mais pessoas com sua arte."
 
   

Nao parei mais de estudar musica em particular Contra-Baixo. Estudei durante uns 7 anos com varios professores; Marcio Lemos, Douglas Freitas (Lobao) César Zoppi, Glauco Campestre… comprei meus dois primeiros baixos, um Insbruk preto que pesava uma tonelada e um Gianini (sem headstock) que era bem legal mais tinha um som horrível.

 

Naturalmente aprendi a gostar e admirar o trabalho de grandes músicos baixistas como Celso Pixinga, John Patitutti e Jaco Pastorius entre outros.

 

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Os primeiros grupos e bandas

   

   

Em 97 começamos nosso primeiro grupo, o Pipi Herectus. Tocavamos eu no baixo,  Cotona (Marcos) na guitarra, Gustavo Cordenunsi na voz e Osmir na bateria. Osmir era um heavy-metal muito interessante e excelente músico, que supria as dificuldades dos demais. Lançamos uma demo chamada Tá tudo errado, gravado pelos primos do Cotona titulado num estudio improvisado na Winchester (bar que pertencia a meu irmao).

 

   

Logo chegou o Tina Peppers, uma banda explosiva que saiu até no programa MTV no Ar (comandado pelo Gastao).  Nosso vocalista era o Mongolo (Alessandro Andrieta), tinhamos mais um guitarrista o Glauco Campestre, recém chegado de Sao Paulo e a batera foi dividida por inúmeros bateristas, mais o que permaneceu mais tempo foi nosso amigo Ricardo Franciscangelis. Temos muitas coisas gravados desta banda, mais nunca lançamos nada oficialmente.
  

   

Nesta época eu montei um estudio de gravaçao para pequenas bandas, era uma época que Americana vivia o auge das bandas de garage e em SBO havia o Hithcock Bar onde quase todas as bandas do Brasil tinham que passar obrigatoriamente. É claro que o Tina Peppers e nossos amigosestavamos neste bar semanalmente, para tocar ou para pular nos magníficos e ensurdecedores shows.
 
    

Em seguida fui convidado para entrar no Gonorrocos, uma banda punk, hardcore, etc… de Limeira, um mito destes anos com milhares de amigos e um monte de invejosos. Lá estava eu, arranhando o baixo.

   

Por consequencia natural minha entrada no Gonorrocos e a falta de um baterista fixo nesta banda obrigou o Hernani (ex-vocalista) a passar a tocar bateria, logo precisavamos de um vocalista. Assim eu o Hernani e o Gamba (Pedro Drago) chamamos o Alexandre Santos (Xandao), um negao que cantava muito.
 
   

Foi aí que surgiu o Djamblê: um banda que fazia musica para dançar, pular e curtir a noite. 

 

 

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O maior salto: Djamblê

   

O Djamblê surgiu graças um uma revoluçao numa outra banda, o Gonorrocos de Limeira. Cansados de um velho projeto os irmaos Hernani e Pedro (Gamba) me convidaram para um novo projeto, que neste momento ainda nao tinha nome. No entanto faltava um vocalista, alguém que pudesse dar o que buscavamos: energia, qualidade e originalidade.  Estao fomos atrás da única pessoa que conheciamos que neste momento reunia estas características e que estava sem um grupo fixo: um tal de Alexandre dos Santos, mais conhecido como Xandao (ex-integrante de um grupo HC de Nova Odessa-SP). Neste momento nasceu o Djamble (www.djamble.org) um grupo moderno e com muita energia para um público que queria dançar mesmo escutando rock.

Nesta época pude comprar ou mandar fazer, na Ronay Instrumentos (Luthier), meus dois baixos atuais, um de 4 e outro de 5 cordas, e além disso um multiefeito Boss que me ajudava a criar efeitos e colocar um pouco de modernidade, cores e viagens no som do Djamblê. Com a formaçao inicial (Marco, Hernani, Gamba e Xandao) fizemos inúmeros shows pelo estado de Sao Paulo e alguns fora do estado, despejando muito Funk, Rock, Reggae, Ska e Rap. No inicio de 2001 nossa vocalista Xandao tomou uma grande decisao em sua vida e se mudou para Sao Paulo, para realizar seu sonho: cantar Rap.

O Djamblê ficou sem vocalista por uns meses, no entanto convidei um grande amigo para entrar e ele aceitou imediatamente: me refiro a Leonardo Oliveira (Léo).

O sucesso do Djamblê foi imediato; muito carisma, mais sempre como uma banda pequena. Lançamos uma demo, chamada Nega Funky, dois singles (Terno Besta), fizemos varias musicas em coletâneas em CD, e finalmente um cd completo, onde eu participo apenas de tres musicas, pois já estava vivendo na Espanha e tive que me afastar da banda.

Também é verdade que em muitos momentos contamos com a colaboraçao de outros amigos, seja para gravar ou para shows especias, como sao os casos de Glauco Campestre, Klebao (Prole), e outros.
 

Evidentemente o Djamble depois de minha saída continua na luta e eu aquí na Espanha com o baixo debaixo do braço, continuo tocando em casa, para nao perder a jeito. De vez em quando ensaio com alguns amigos ou fico escutando Djamblê com um ar saudosista. Para ver algunas fotos do Djamble do passado e da atualidade clique aqui

 


Resenha oficial (Trama Records)

Djamblê se formou em meados de 1997, na cidade de Limeira, interior de São Paulo, com o propósito de fazer música dançante para se divertir. Assim buscou uma sonoridade própria, uma mistura ritmos que vão do rock ao funky, do rap ao reaggae, passando pelas suas vertentes mais enfumaçadas como o dub e o raggamuffin. A banda conta com baixo, batera, guitarra, deejay e voz - letras em português, em sua maioria, de temática social com questionamentos e abordagens, nem sempre otimistas mas carregadas de fé e mensagens positivas. A banda já tocou nas principais cidades brasileiras e dividiu o palco com bandas do "mainstream" como: Paralamas do Sucesso, Skank, Nando Reis, O Rappa, Planet Hemp, Marcelo D2, Pavilhão 9, Raimundos, Rodox, Ratos do Porão, CPM22, Dead Fish, entre tantas outras, sendo algumas internacionais como Inner Circle e Fugazi. http://www.fotolog.net/djamble


Alguns dados sobre o Djamblê

 


Discografia / Demografia



Nega Funky (1997) Demo com 7 músicas gravada e mixada no Estudio Arena em  Campinas/SP por Djamblê, Gamba e Caio Ribeiro. Selo Independente



Terno Besta (1998) Cd Single com 4 músicas gravado e mixado no estudio X em Piracicaba/SP, por Djamblê, Gamba e Renato. Editado pelo selo Holiday Records



Coletânea Nervoso é a Mea (1998) Cd coletânea com duas músicas do Djamble gravado no estudio Level 10 em Americana/SP, por Gamba e Djamblê, editado pelo selo Holiday Records.



Coletânea HC Scene (2000) Cd coletânea com duas músicas do Djamble editado pela Scene Records em Curitiba/PR.


  Djamblê (2001) Cd single com 6 músicas gravadas, editadas e masterizadas no estudio Level 10 em Limeira/SP por Djamblê e Gamba.  

Coletânea Laranja aos Caos (2003 - em presna) Cd coletânea com duas músicas do Djamble editado pela Holiday Records em Limeira/SP.



Coletânea Americana Rock Alternativo (2003- em prensa) Cd coletânea com duas músicas do Djamble gravados no Estudio Basement (Campinas/SP) editado pela prefeitura do municipio de Americana/SP.



No final de 2004 a banda lança seu primeiro cd intitulado “Ninguém está ileso”, pelo selo Dalaranjaaocaos de Limeira.



Em 2005 participa com uma faixa da coletânea "Somos o que acreditamos ser" do selo sorocabano Tequila Records




EX-Membros



Marco Bortoleto - Baixo

Gustavo (Limeira)- Bateria

Renato - Bateria

Xandao (Voz)
Hernani (Bateria) (in memore)
Zeca - baixo



 

Colaboradores



Glaudo Campestre - Guitarra

Mano Black - Voz

Rodrigo - Voz

Klebao (Prole) - Voz

Brandao - Percussao

Kako - Publicidade e Shows

Marcos Leite - Shows



 

Formaçao atual



Gamba (Guitarra)

 (Baixo)

Léo (Voz)

Cris EFX (DJ - Pickups)
Dinho (bateria)
Pereira (MC)



 

Contatos



Rua: Prof. Deovaldo Teixeira Carvalho, 96 Granja Machado - Limeira - SP

CEP: 13485-211   - Tel. cel. (0055) 19 9151.8188

Mail: djamble@ig.com.br

www.djamble.org


 

 

 

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Um  Mundo jamais sonhado

 

O mais curiosos é que depois que cheguei a Espanha fiz alguns shows tipo Baile e também Animaçao Infantil, para a companhia que trabalhava como Acróbata. Nunca havia feito isso no Brasil, pois continuo pensando que é o pior que um músico pode fazer, no entanto a grana e a experiencia completamente nova me permitiram estas aventuras.

 

Mais informaçao sobre estes shows de animaçao e baile: www.lacremallerateatre.com . Tenho que reconhecer que tocar com Rubens (tecladista), Astanis (voz), Luiz (guitarra), Capette (Bateria), Tony (Bateria), e outros músicos que participam da animaçao foi realmente interessante.

 

Por outro lado no dia 28 de fevereiro de 2004 realizei meu primerio show com um grupo de música tradicional (celta, medieval, bretanha, etc.) chamado TOCASONS numa cidadezinha catalana chamada Jesus. Tocar com este grupo formado por Xavier Bestia (bateria), Jaume (vocal), Thomas (sanfona), Afonso (gralha, flaut, gaita folio e viola tradicional), Jordi (Violino) foi uma aventura musical incrível que tentarei repetir mais vezes.

 

 

 

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Playback e Covers: minha opiniao

 

Realmente acho que "tocar" em Playback é ridículo e deve ser excluído da vida de um artísta. 

 

Sobre tocar "covers", creio que deve ser algo pontual (poucas vezes em um show) e jamais deve ser o objetivo principal de um grupo. Tocar covers pode ajuar a jovens músicos a aprender tocar e também pode ser uma boa referencia para estudar os diferentes estilos de música, no entanto formar um grupo de covers é como voltar a escrever livros já escritos.

 

Nao devemos esquecer que o original sempre será melhor que a cópia, pois o que importa mais que tudo é a idéia original nao a maneira que foi interpretada. Na minha opiniao a única manera de tocar um ou outro cover de manera digna é transformando a versao original colocando sua própia interpretaçao (identidade) sobre ela, e jamais tentando fazer igual a versao original.

 

 

 

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MP3, direitos autorais, copias digitais, download pela internet: refletindo sobre o novo mundo

 

Como percebemos atualmente a revoluçao digital vem sendo a maior preocupaçao de nossa sociedade. Uma sociedade que adora ser chamada de moderno ou pós-moderna mais que ainda apresenta uma moral e pensamentos típicos da pré-historia, da idade media, do renascentismo, em fim do paleolítico de nossa evoluçao.

 

Como podem ver melhor na parte de "informática", meu envolvimento com o mundo digital e da informática por sorte começou faz muitos anos, quando ainda um computador era uma máquina lenta, pouco útil e que custava muito para entender-la.

 

Nos últimos anos enfrentamos uma revoluçao tecnológica onde a informativa e o mundo digital vem tornando cada vez mais importante, o que nao significa que as coisas convencionais ou tudo o que nao é digital nao tem importancia.

Me lembro com saudosismo tempos que gravava inúmeras fitas cassetes (45, 60 ou 90 minutos) para poder escutar. Me lembro quando sairam os primerios walkmans, uma loucura, pois podia sair na rua escutando um fita.

Antes de isso, eu gastava quase todo meu dinheiro com centos de discos de vinil, que com o tempo foram riscando, quebrando ou perdendo, e agora mesmo me restam algumas dezenas, os mais importantes que o tempo nao pode roubar.

Depois que apareceram os cds (compact disc), os DVDs, os mini-discs a gravaçao de música, sua reproduçao e os meios para cópia e pirataria foram altamente ampliados. Isso nao significa que nao existia pirataria de cassetes de discos de vinil, pelo contrario desde sempre todo o material fonografico foi pirateado, graças evidentemente do alto preço que as grandes empresas colocam em seus produtos.

Este realmente é um assunto complicado, complexo e que eu queria escrever muitas coisas, de momento vou apenas comentar algumas coisas.

Primeiro, os novos formatos de música (MP3, etc.) realmente sao melhores que os anteriores e permitem um facilidade maior para armazenar, copia e burlar sistemas de segurança. Creio que é impossivel freiar o processo de abertura dos direitos autorais, creio que o mesmo passa com os softwares, que depois da invensao do software livre e aberto nao podemos mais pensar em direito fechado e que impeda a humanidade aceder a esta informaçao.

 

Algo é fundamental: "A imformaçao é pública, pertence a humanidade e todos devem poder aceder a ela."

Neste sentido acho ridículo pensar que um autor de uma música perde o direito quando alguém copia, todo pelo contrario, se alguém copiou é porque gostou de alguma coisa que aquela música (programa ou informaçao) tem.

Os únicos que temem a pirataria sao aqueles que ganham milhoes de dolares nas costas dos autores e do povo que é explorado ao máximo.

 

Nao podemos esquecer: "Se alguém é muito rico é porque outros sao muito pobres." "O dinheiro nao aparece do nada, simplesmente muda de maos e tende a ir em direçao daqueles que tem mais. É como o principio da água do rio, sempre vai em direçao ao mar."

 

Se voce quer conhecer melhor o mundo da música digital, do MP3, dos buscadores de música por internet (Mofeus, etc.) consulte  a parte de Links.

 

 

 

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Rock alternativo: Bandas de amigos, vale a pena consultar

 

Americana, Campinas, Jundiaí, e outras muitas cidades do interior de Sao Paulo formaram grandes bandas de rock alternativo, algumas desapareceram outras seguem lutando, creio que minha contribuiçao que esta galera é divulgando seus esforços, seus trabalhos.

Nunca devemos esquecer que antes de ser famosos todos os grupos formavam parte de um movimento conhecido como Rock alternativo, rock de garage ou ainda rock pobre.

Além disso estas novas ou desconhecidas bandas muitas vezes apresentam música de qualidade, em muitos casos muito melhor que a merda que escutamos na maioria das radios, tvs e shows populares.

Me refiro a grupos como Prole, Maguerbes, Wry, Tolerancia Zero, Muzzarelas, Lucrecia Borgia, Djamblê, Wry , Garage Fuzz, etc...

 

Consultem a página de Links para ver as paginas webs destas bandas.

 

 

 

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Atualizado em 30/05/05